viagem internacional e porque sim!
A
primeira coisa que pensei quando recebi o convite do Grêmio para
escrever para o jornal que estavam planejando foi que finalmente
teria a oportunidade de falar com vocês sobre todos aqueles temas
relativos a intercâmbio e viagens internacionais, que surgiram numa
conversa lá no Facebook algum tempo atrás e que acabou sendo
colocada “em espera” porque, bem, a gente vive CEFET e nem sempre
dá pra fazer tudo o que gostaríamos...
Muitos
de vocês conversam comigo toda semana sobre esse assunto, acho que
por perceberem que é um tema que adoro, mas pode ser que muita gente
nunca tenha parado para pensar na possibilidade de fazer um
intercâmbio para estudos ou viagem internacional a passeio. Muita
gente acha também que esse tipo de coisa é para só para os outros,
às vezes por questões financeiras, por desconhecimento, ou
simplesmente por questão de autoestima em alguns outros casos –
parece algo bom demais para que possam experimentar.
Resolvi
então inaugurar minha coluna falando porque eu acho que todo mundo
devia ter (pelo menos) uma experiência no exterior na vida, pra
acender a fogueira dos que já sonham acordados com a Islândia (ou
qualquer outro lugar!) e para os que precisam de um empurrãozinho
para se permitir pensar em colocar o pé lá fora...
Há
uma citação atribuída a Albert Einstein que eu adoro. Diz assim:
“A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho
original”. Essa é a razão número um porque acho que você deve
pensar no assunto viagem
internacional.
Experimentar uma outra cultura, por 3 dias ou 3 meses, vai revirar
sua compreensão do mundo de uma forma fantástica, encantadora e
talvez até meio incômoda. Seu universo vai se expandir bastante e,
perdão pela referência a matéria, a tendência é que continue se
expandindo, mesmo depois que você voltar para casa e retomar sua
rotina.
Sair
do país também vai te tirar da sua zona de conforto e, pasme, você
vai gostar disso. Se virando em um país estrangeiro você vai
descobrir que dá conta de muito mais do que você imagina, você vai
descobrir novas formas de resolver velhos problemas – financeiros,
com alimentação, etc. – e vai voltar cheio experiências para
compartilhar. Além disso, você verá que existem mais
possibilidades de problemas do que imaginava sua vã filosofia. Estes
também você vai tirar de letra, mesmo que fique um resquício aqui
ou ali.
Não
tenho como te dizer que você vai fazer novos melhores amigos, mas
você certamente conhecerá novas pessoas, precisará aprender a
lidar com diferentes tipos de pensamento, comportamento e com
diversidade cultural, o que vai acabar te ajudando a ser mais
tolerante e a respeitar mais as diferenças. Não é utopia, juro.
Seu
paladar vai ficar mais tolerante a coisas diferentes, você pode até
descobrir que nasceu pra comer curry, ou que seu destino esteve
sempre ligado ao bom e velho fish
and chips.
Nunca se sabe!
Não
importa para onde for, você sempre voltará com ideias, seja de como
aproveitar mais as coisas boas que temos, seja como tornar algumas
outras coisas melhores, mais eficazes e criativas por aqui. Talvez
esse seja um dos pontos altos de conhecer lugares tão diferentes. A
gente valoriza mais o nosso país, ao contrário do que muita gente
costuma falar por aí, e consegue notar que muito do que precisamos
melhorar em nossa realidade é infinitamente mais simples do que
parece. Quem sabe você volte da viagem como um grande empreendedor
de mudanças na comunidade em que você vive, na escola, ou mesmo em
sua casa?
Alguns
questionamentos podem ter surgido aí na sua cabeça. Vou adiantar a
resposta de dois que (acho que) serão bem recorrentes:
“Você
tá dizendo que só dá pra viver boas experiências fora do país?”
Não.
Eu estou falando sobre o que você pode experimentar viajando para o
exterior. Aqui no Brasil você pode ter mil outras experiências
igualmente boas. Diferentes, lógico, mas incríveis também! Apesar
do que muita gente costuma defender, querer conhecer o mundo não
implica não querer conhecer e valorizar nossa terra. Até ajuda, pra
falar a verdade...
“Não
tenho grana, como faço pra viajar pro exterior se não consigo ir
nem ali em Ipatinga?”
PLANEJAMENTO.
A primeira coisa é pensar na sua motivação para viajar. Se você
conseguir ver um real propósito e perceber que ganhos terá com a
experiência, você dará um jeito de juntar grana, mesmo que demore
5 anos para conseguir tudo o que precisa. É muito fácil obter
informação online sobre viagens, cursos, intercâmbios, etc. É
questão de se informar, botar na ponta do lápis o que precisa ser
providenciado e mandar ver na ação. Se ficar só no plano das
ideias, o máximo que vira é frustração. Outra coisa, sem querer
ser parcial, estude inglês. Se puder estudar outras línguas, ótimo!
Mas é importante falar pelo menos inglês para poder se virar por
aí.
Nos
próximos posts aqui na coluna falarei sobre as mil possibilidades e
oportunidades que são oferecidas para quem quer ter experiência
internacional. Vou compartilhar dicas de planejamento, sites e
aplicativos que podem te ajudar. Prepare uma pastinha pra salvar as
ideias e inspirações, que espero que você termine de ler essa
série de posts com uma vontade danada de pegar a mochila e conhecer
o mundo! :)