O grêmio estudantil Liberdade e Luta gestão 2017/2018 convida a todos os discentes para participar das próximas assembleias gerais a realizar-se no próximo dia 17 (quinta-feira), 12:15 (para os alunos do curso integrado), e às 18:00 (cursos noturnos), ambas no auditório do bloco A do campus. 
As assembleias tratarão de diversos assuntos que interessam o corpo discente, tais como: carteirinhas, mudanças no estatuto do grêmio, eventos do segundo semestre, entre outros. 
Não deixe de participar, sua presença é indispensável!


“És um senhor tão bonito Quanto a cara do meu filho Tempo tempo tempo tempo Vou te fazer um pedido Tempo tempo tempo tempo...” Assim o compositor e intérprete Caetano Veloso inicia sua inspirada e melódica Oração ao tempo. E o tempo tem sido objeto de reflexão para muitos filósofos, linguistas, profissionais de RH, entre outros. Émile Benveniste, filósofo da linguagem, considera que, de todas as formas linguísticas reveladoras da experiência subjetiva, nenhuma é tão rica quanto aquelas que exprimem o tempo. Em suas reflexões, ele distingue três categorias de tempo: o tempo físico, linear, segmentável, infinitamente variável e medido por cada indivíduo conforme o grau de suas emoções e o ritmo de sua vida interior; o tempo crônico, que engloba nossa própria vida, enquanto sequência de acontecimentos; e o tempo linguístico, configurado como o tempo subjetivo, o presente da instância da fala, sendo que a única forma para viver o ‘agora’ é sua concretização por meio da inserção do discurso no mundo. Maurice Merleau-Ponty, em sua Fenomenologia da Percepção, também compreende o tempo em sua íntima relação com a subjetividade. Vivenciamos e refletimos sobre nossas próprias experiências, delimitando-as segundo o antes e o depois, em conformidade com uma necessidade interior. A subjetividade deve ser compreendida como um “campo de presença” ou ainda como “uma rede de intencionalidades”. No presente, o corpo subjetivo se torna uno com sua consciência. Há, portanto, uma simbiose entre o sujeito e o tempo, expressa em um só impulso, o que nos leva a compreender o tempo como sujeito e o sujeito como tempo. Sujeito e senhor absoluto de nossas vidas, o tempo soa imperativo no Poema da necessidade, do poeta Carlos Drummond de Andrade: “É preciso salvar o país, é preciso crer em Deus, é preciso pagar as dívidas, é preciso comprar um rádio, é preciso esquecer fulana.” Aí eu me pergunto: cadê tempo pra tudo isso e mais! E, em uma correria infernal, o aluno reclama que tem o livro de literatura pra ler, tem uma lista enorme de exercícios de física e de matemática, tem trabalho interdisciplinar de geografia, química, redação e sei o que lá mais, tem de estudar pra prova, nem vida social tem mais... Tudo culpa dos professores, esses monstros, que, por sua vez, têm de planejar as aulas, têm de corrigir avaliação, têm de entregar diário em dia, têm de participar de congresso, publicar artigo, preparar os alunos para a Olimpíada, colocar matéria no blog, nem tempo pra família tem mais... Tudo culpa do... “Fora, temer!”, comentário previsível, porém necessário. Os profissionais de RH, metódicos e disciplinadores, nos apontam miraculosas soluções para driblar o tempo, ou melhor, a falta dele: defina suas prioridades de acordo com as quatro necessidades básicas: físicas, sociais, mentais e espirituais; comprometa-se com a sua meta; resolva um problema de cada vez; evite acessar as redes sociais na hora do trabalho; estabeleça regras claras; programe os seus dispositivos móveis com aplicativos que o auxiliem na tomada de decisões. E depois de tudo isso, ao finalizar uma tarefa urgente e importante, caso tenha um tempinho de sobra, você pode aproveitá-lo para: adiantar uma atividade futura; descansar, relaxando a mente e o corpo; praticar esporte ou outra atividade de lazer; investir em um curso de idioma, ir à igreja ou ainda engajar-se em um trabalho social. Meu Pai, e eu nem sabia que era tão simples assim... Um dia desses, eu estava lendo uma mensagem postada por uma ex-aluna do Cefet-MG no Facebook, que transcrevo aqui literalmente: “A pergunta que meus amigos e conhecidos de Viçosa sempre fazem é ‘"Como vc consegue Rafa?’, ‘Como vc consegue ser diretora da PraxCis, seis matérias, fazer cinco projetos, estatística, todas as modalidades da Atlética, tentar entrar no grupo de dança e agora fazer parte da diretoria do corujão?’ Então eu respondo aqui, consigo pq eu corro atrás, porque eu amo meu curso e sei que tudo me deixa feliz e vai acrescentar ao meu futuro!” É ... gostei dessa reflexão em forma de resposta! Tudo bem que os profissionais de RH também têm suas razões, mas eu prefiro acreditar que o amor próprio e o autoconhecimento são a origem para a solução de todos os problemas. Cultivando o amor próprio, conseguimos enxergar melhor o lado bom da vida, mesmo quando tudo parece estar de pernas para o ar. O amor próprio não é, senão, o cuidado, o respeito, a consideração e a autocompaixão. Além disso, o amor próprio nos possibilita também amar ao outro. Atropelados pelo automatismo do dia a dia, muitas vezes até cumprimos os prazos, mas não enxergamos nossas necessidades e sequer temos pouco tempo para olhar para nós e para os outros. Precisamos fortalecer a nossa autoconfiança, conectando-nos com o que temos de positivo, com o que gostamos de fazer e com o que nos faz bem. O amor-próprio está relacionado com a fé e com o pensamento positivo de que tudo vai dar certo. Isso não significa que os problemas vão desaparecer e que a luta vai terminar, mas é um exercício espiritual que nos possibilita perceber o que há de bom ao redor e dentro da gente. Recorro, por fim, à sábia e melodiosa canção Resposta ao Tempo, composta por Aldir Blanc e Cristovão Bastos, e brilhantemente interpretada por Nana Caymmi: “Respondo que ele aprisiona, eu liberto Que ele adormece as paixões, eu desperto E o tempo se rói com inveja de mim Me vigia querendo aprender Como eu morro de amor pra tentar reviver” É... deu um nó na garganta agora. Essa música põe a gente assim meio... tão... ah, deixa pra lá...



Vocês alunos do CEFET - MG campus Timóteo, provavelmente viram a intervenção da Diretoria de Mulheres no hall durante as últimas semanas, vocês devem ter percebido que:

precisamos falar sobre o assédio
“Assédio moral: pressão psicológica exercida sobre alguém com quem se tem uma relação de poder. Assédio sexual: conjunto de atos ou comportamentos, por parte de alguém em posição privilegiada, que ameaçam sexualmente outra pessoa.” Ou qualquer coisa que faz você se sentir desconfortável mesmo que, aparentemente, não haja motivo. Se há desconforto, há razão.
Uma vez comentei sobre um assédio em um grupo de amigas e TODAS elas, disseram que já passaram por isso várias vezes, mas nenhuma tinha sequer comentado a história com outra. Ser assediada não é uma novidade boa o bastante para ser comentada, se tornou uma coisa tão corriqueira, que nem é mais válido mencionar. É parte do dia-a-dia das mulheres.
Abusos sutis também são intensamente preocupantes, eles te levam a perguntar a pior coisa que você poderia pensar: “será que é coisa da minha cabeça?” e essa pergunta te faz guardar esse acontecimento repulsivo, foi tão surreal que você imagina que foi uma invenção. O que geralmente, não é apenas alguma coisa da sua cabeça.
Portanto, um olhar sobre o assédio deve gerar um movimento de mobilização na nossa escola, para canalizar esforços e alcançar soluções. Assegurar a irreversibilidade no processo dessa mudança e na postura das pessoas. Assim, vítimas se sentirão mais seguras em nosso meio escolar, já que mostramos acreditar nelas.
De agora em diante, não se cale! Procure a ajuda de um amigo ou do Grêmio Estudantil, estamos aqui para isso!


Beatriz Cutini
viagem internacional e porque sim!


A primeira coisa que pensei quando recebi o convite do Grêmio para escrever para o jornal que estavam planejando foi que finalmente teria a oportunidade de falar com vocês sobre todos aqueles temas relativos a intercâmbio e viagens internacionais, que surgiram numa conversa lá no Facebook algum tempo atrás e que acabou sendo colocada “em espera” porque, bem, a gente vive CEFET e nem sempre dá pra fazer tudo o que gostaríamos...
Muitos de vocês conversam comigo toda semana sobre esse assunto, acho que por perceberem que é um tema que adoro, mas pode ser que muita gente nunca tenha parado para pensar na possibilidade de fazer um intercâmbio para estudos ou viagem internacional a passeio. Muita gente acha também que esse tipo de coisa é para só para os outros, às vezes por questões financeiras, por desconhecimento, ou simplesmente por questão de autoestima em alguns outros casos – parece algo bom demais para que possam experimentar.
Resolvi então inaugurar minha coluna falando porque eu acho que todo mundo devia ter (pelo menos) uma experiência no exterior na vida, pra acender a fogueira dos que já sonham acordados com a Islândia (ou qualquer outro lugar!) e para os que precisam de um empurrãozinho para se permitir pensar em colocar o pé lá fora...
Há uma citação atribuída a Albert Einstein que eu adoro. Diz assim: “A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original”. Essa é a razão número um porque acho que você deve pensar no assunto viagem internacional. Experimentar uma outra cultura, por 3 dias ou 3 meses, vai revirar sua compreensão do mundo de uma forma fantástica, encantadora e talvez até meio incômoda. Seu universo vai se expandir bastante e, perdão pela referência a matéria, a tendência é que continue se expandindo, mesmo depois que você voltar para casa e retomar sua rotina.
Sair do país também vai te tirar da sua zona de conforto e, pasme, você vai gostar disso. Se virando em um país estrangeiro você vai descobrir que dá conta de muito mais do que você imagina, você vai descobrir novas formas de resolver velhos problemas – financeiros, com alimentação, etc. – e vai voltar cheio experiências para compartilhar. Além disso, você verá que existem mais possibilidades de problemas do que imaginava sua vã filosofia. Estes também você vai tirar de letra, mesmo que fique um resquício aqui ou ali.
Não tenho como te dizer que você vai fazer novos melhores amigos, mas você certamente conhecerá novas pessoas, precisará aprender a lidar com diferentes tipos de pensamento, comportamento e com diversidade cultural, o que vai acabar te ajudando a ser mais tolerante e a respeitar mais as diferenças. Não é utopia, juro.
Seu paladar vai ficar mais tolerante a coisas diferentes, você pode até descobrir que nasceu pra comer curry, ou que seu destino esteve sempre ligado ao bom e velho fish and chips. Nunca se sabe!
Não importa para onde for, você sempre voltará com ideias, seja de como aproveitar mais as coisas boas que temos, seja como tornar algumas outras coisas melhores, mais eficazes e criativas por aqui. Talvez esse seja um dos pontos altos de conhecer lugares tão diferentes. A gente valoriza mais o nosso país, ao contrário do que muita gente costuma falar por aí, e consegue notar que muito do que precisamos melhorar em nossa realidade é infinitamente mais simples do que parece. Quem sabe você volte da viagem como um grande empreendedor de mudanças na comunidade em que você vive, na escola, ou mesmo em sua casa?
Alguns questionamentos podem ter surgido aí na sua cabeça. Vou adiantar a resposta de dois que (acho que) serão bem recorrentes:
Você tá dizendo que só dá pra viver boas experiências fora do país?”
Não. Eu estou falando sobre o que você pode experimentar viajando para o exterior. Aqui no Brasil você pode ter mil outras experiências igualmente boas. Diferentes, lógico, mas incríveis também! Apesar do que muita gente costuma defender, querer conhecer o mundo não implica não querer conhecer e valorizar nossa terra. Até ajuda, pra falar a verdade...
Não tenho grana, como faço pra viajar pro exterior se não consigo ir nem ali em Ipatinga?”
PLANEJAMENTO. A primeira coisa é pensar na sua motivação para viajar. Se você conseguir ver um real propósito e perceber que ganhos terá com a experiência, você dará um jeito de juntar grana, mesmo que demore 5 anos para conseguir tudo o que precisa. É muito fácil obter informação online sobre viagens, cursos, intercâmbios, etc. É questão de se informar, botar na ponta do lápis o que precisa ser providenciado e mandar ver na ação. Se ficar só no plano das ideias, o máximo que vira é frustração. Outra coisa, sem querer ser parcial, estude inglês. Se puder estudar outras línguas, ótimo! Mas é importante falar pelo menos inglês para poder se virar por aí.
Nos próximos posts aqui na coluna falarei sobre as mil possibilidades e oportunidades que são oferecidas para quem quer ter experiência internacional. Vou compartilhar dicas de planejamento, sites e aplicativos que podem te ajudar. Prepare uma pastinha pra salvar as ideias e inspirações, que espero que você termine de ler essa série de posts com uma vontade danada de pegar a mochila e conhecer o mundo! :)

Até a próxima.


“Sonhar não custa nada!”. O samba enredo de 1992, da Mocidade Independente de Padre Miguel, convida-nos a navegar pelo infinito, em um mundo de ilusão. Os sonhos representam uma genuína forma de expressarmos nossas expectativas, inclinações, inclusive nossos desejos mais secretos e proibidos. Pelos sonhos, não só vivemos experiências múltiplas, como também descortinamos novos horizontes. Sem eles, a vida perde o seu colorido e fatalmente morremos.
Os sonhos formam a base da juventude. Inconformados com a realidade que se apresenta, nossos jovens saem às ruas e clamam por liberdade. Criticam os aumentos do custo de vida e dos impostos, contestam a má qualidade dos transportes e o preço abusivo que se cobra por esses serviços, questionam a baixa qualidade da educação e da saúde, repudiam a violência sem limites, a discriminação social e racial, bem como a impunidade. Paralelamente, sonham com um mundo mais fraterno, justo e equânime, onde todos têm direito a uma vida melhor e mais digna.
Entretanto é preciso refletir: não seriam esses sonhos meras utopias? Não estariam nossos jovens construindo moinhos de vento à maneira de Dom Quixote, o cavaleiro andante que, juntamente com o seu fiel escudeiro Sancho Pança, saiu pelo mundo lutando por ideais insólitos como salvar donzelas indefesas e combater gigantes e dragões?
Se queremos ver nossos sonhos realizados, precisamos consubstanciá-los. Uma medida necessária para isso é buscar o autoconhecimento: quem sou eu? quais são os meus valores? qual é a minha missão nesta vida? quais são os meus sonhos? que empreendimentos e recursos serão necessários para que eles estejam a serviço da transformação e bem-estar social? Se o meu grande sonho se relaciona com a minha carreira profissional, preciso refletir sobre as habilidades e competências que já desenvolvi e quais ainda preciso desenvolver. Depois disso, precisarei traçar metas e objetivos para alcançá-los. E trabalhar arduamente, sempre acreditando que o sucesso é a soma de contínuas e progressivas realizações.
Por fim, é preciso compreender que o sonho será mais significativo, se ele for compartilhado. Não se trata de viver o sonho de outrem e vice-versa. Só precisamos abandonar a prepotência e ter em mente que há forças maiores do que as nossas e que não somos capazes de compreender tudo sozinhos. Na tradição judaica, o quipar é usado como símbolo de humildade perante o Criador. O importante é sonhar e batalhar juntos para a concretização de um ideal coletivo, que assegure, por exemplo, os direitos fundamentais do cidadão e as liberdades democráticas.
Sensíveis são os versos do poeta João Cabral de Melo Neto, que nos desperta a atenção para a ideia de que um galo sozinho não tece uma manhã, a qual só se torna plena com o somatório do canto de outros galos. É preciso dividir, compartilhar, incorporar o outro em nossa construção do futuro. Há um dito popular segundo o qual a união faz a força; ou ainda outro que nos lembra de que, juntos, somos mais. Assim aquilo que não passava de utopia começa a se materializar. E já que introduzi este texto com a citação de uma música, vou deixar mais uma para nossa reflexão: “Sonho que se sonha só. É só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade...” Toca Rauuul!!!...


Nessa quinta-feira (11) aconteceu a primeira assembleia estudantil realizada pelo Grêmio Estudantil Liberdade e Luta gestão 2017/2018 no auditório do campus. A reunião se deu pela necessidade da discussão sobre alguns temas que competem ao âmbito escolar e que afetam diretamente os alunos da instituição, tais como: Interclasses de futsal, bolsas, restaurante universitário, carteirinhas de estudante, lanchonete, campeonato de e-sports, entre outros.
O evento foi transmitido ao vivo pela pagina do Facebook do grêmio. Os links seguem abaixo:

Assembleia Geral 11/05 - Parte 1

Assembleia Geral 11/05 - Parte 2

Assembleia Geral 11/05 - Parte 3



O Grêmio Estudantil Liberdade e Luta gestão 2017/2018 convoca à todo o corpo discente para a primeira assembleia estudantil a se realizar nesta quinta-feira (11) às 12:15 no auditório do campus. A reunião tem como objetivo a  discussão sobre algumas decisões a serem tomadas pelo grêmio referente à determinadas situações como: Bolsas, carteirinhas estudantis, restaurante universitário, campeonato interclasse, entre outros.




Contamos com o apoio de todos os alunos para esta primeira assembleia. Lembrando que será uma reunião aberta, não sendo restrita apenas aos alunos. 
Follow me on Twitter!